22 de Abril – MESADA PARA OS FILHOS

Por que dar mesada aos nossos filhos? 
por Ceres Araujo
Vivemos em uma época altamente consumista e, nesses tempos, fica ainda mais justificada a necessidade de ensinarmos às crianças a lidarem com dinheiro.
Queremos, como pais, que nossos filhos aprendam o valor dos bens que possuem e que desejam. Buscamos ensinar-lhes princípios, normas que possam dirigir suas condutas e fazer deles pessoas responsáveis. A mesada pode ser um instrumento muito útil para esse aprendizado.
Para a criança e para o jovem ter uma determinada quantidade de dinheiro para administrar, durante um período de tempo, vai implicar em adquirir controle sobre impulsos, adiar satisfação de desejo, deixar de ser imediatista, aprender a lidar com frustração, perceber o valor do poupar, iniciar-se nas habilidades de planejar e monitorar investimentos, etc..
É, portanto, um exercício importante para o crescimento intelectual e emocional, pois traz a matemática para a prática, treina a função executiva da mente e ajuda a desenvolver a autonomia e a independência.

A partir de que idade a criança pode receber mesada?
É perfeitamente possível a partir dos cinco anos de idade. Porém, cumpre observar, que a questão da idade é muito individual, variando de família para família. Percebe-se, entretanto, que hoje em dia, cada vez mais precocemente se pode receber mesada. Isto porque as crianças, dos chamados tempos hipermodernos, processam informações de ordens variadas muito mais rapidamente que as crianças de décadas anteriores e constroem conhecimento a respeito do que se passa no mundo todo. São seres incrivelmente participantes do que acontece ao seu redor. Mais ativas, mais hábeis, essas crianças podem perfeitamente administrar seus gastos de pequena monta.

Como se deve dar a mesada?
Na realidade mesada é um nome mais geral, que de fato significa semanada ou “quinzenada”. As crianças lidam melhor com o curto prazo, portanto a semanada tende a ser mais adequada. Já para os adolescentes, receber dinheiro a cada quinze dias ou a cada mês passa progressivamente a ser mais educativo.
No que tange à quantia de dinheiro que se deve dar na mesada, pode-se calcular mediante a observação de quanto se gasta com os extras da criança ou do jovem por semana e daí fazer as contas, acrescentando-se uma pequena quantia para que a poupança possa ser estimulada.
Um outro ponto importante que se deve considerar na questão das mesadas, diz respeito ao fato de que a quantia de dinheiro deve ser diferente de acordo com a idade de quem vai receber. Os gastos tendem a aumentar com a idade, o que justifica uma mesada mais “gorda”. Tal distinção nos valores financeiros gera para os pais, não raro, questionamentos por parte de irmãos mais jovens, que se sentem lesados. Mas, isso é natural e os pais precisam saber explicar o porquê da diferença no valor das mesadas.

Gastos na infância: meninos e meninas
Na infância, os gastos são semelhantes para os meninos e as meninas, porém, na adolescência, principalmente no início, as meninas gastam mais que os meninos, pois surge a vontade de cuidar dos cabelos, das unhas e outras necessidades que custam bastante. Talvez seja importante que os gastos com tais cuidados façam parte da mesada, pois ajuda a começar a dar uma idéia do quanto custam os cuidados pessoais. No final da adolescência, muitas vezes, os meninos ganham mais, pois ainda nos nossos tempos, em muitas famílias é ensinado a eles a necessidade de arcar com os gastos da namorada quando saem juntos, pelo menos algumas vezes.
Finalmente, cumpre assinalar que, se nas empresas, se trabalha com bônus e com ganhos variáveis, por que nas famílias, os filhos também não podem receber em função dos resultados que atingem? Um boletim impecável não merece um prêmio surpresa? Um comportamento altamente responsável ou solidário, que resultou em um bem para o próximo, não merece ser reforçado? Dinheiro não é o único, mas é um fator motivacional importante para se empenhar em ser mais produtivo. Portanto, é perfeitamente cabível dar um “plus” na mesada, naquele pagamento específico, quando se notar que a criança ou o adolescente teve alguma conduta merecedora não só de cumprimentos, que são tão estimulantes, mas de um reconhecimento financeiro também.

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