28 de Abril – VACINAÇÃO: PALAVRA DE ORDEM

Adulto deve tomar vacina de acordo com profissão
Quando o assunto é vacina, logo se pensa em crianças. Entretanto, os adultos não só são aconselhados a manter a caderneta atualizada como a prevenir doenças às quais estão sujeitos em razão da profissão.
A “vacinação ocupacional” é defendida pela Sociedade Brasileira de Imunizações e aconselhada principalmente para quem trabalha em áreas como saúde, alimentos, em contato com crianças ou viaja muito.
Segundo a vice-presidente da entidade, Isabella Ballalai, é necessário avaliar o risco a que o profissional está submetido e o que leva aos seus clientes. “Um cozinheiro não corre o risco de pegar hepatite A, mas pode transmiti-la”, afirma.
A área da saúde é a que mais preocupa e há até uma norma federal obrigando vacinação específica. Profissionais que trabalham na aviação ou em contato com turistas também estão no grupo de risco. “Nós temos o sarampo controlado no país. Mas um taxista que tem bastante contato com estrangeiros, por exemplo, tem mais chances de entrar em contato com esse vírus.”
Outro motivo para que médicos aconselhem a vacinação é a atualização de vacinas, como a que protege contra tétano e difteria, válida por dez anos.
Além disso, muitos adultos não tomaram determinadas vacinas quando eram crianças porque elas ainda não existiam. É o caso da tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), que só começou a ser usada rotineiramente a partir de 1992. Antes, havia a monovalente contra o sarampo.
No trabalho
Um dos impactos da não-prevenção, segunda a pediatra Maria Cristina Senna Duarte, também membro da Sociedade Brasileira de Imunizações, é no próprio local de trabalho.
“A gripe é a principal causa de faltas no trabalho. Estudos apoiados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) mostraram que, para US$ 1 gasto em prevenção, há uma economia de US$ 60 em tratamento”, diz.

Contudo, segundo ela, no que tange à vacinação ocupacional nas empresas, se observa uma procura apenas pela vacina da gripe na maioria dos casos.
Caderneta perdida
Caso o adulto tenha perdido a caderneta, o que é comum, a recomendação é começar do zero. “No caso da hepatite B, por exemplo, se tiver tomando duas doses e se passaram vinte anos, pode tomar a terceira. Caso não possa comprovar ou tenha dúvida, deve-se recomeçar, o que não implica risco adicional”, diz Isabella Ballalai.
As vacinas consistem em vírus atenuados ou inativados que forçam uma reação do sistema imunológico semelhante a uma situação de infecção. O objetivo é tornar o organismo imune ao agente causador.
Por não ser inócua e envolver riscos, o uso de vacinas é contestado. “Elas são inúteis e perigosas. A única prevenção são os bons hábitos de vida em ambientes limpos e adequados”, diz o higienista Fernando Travi. De acordo com ele, é impossível forçar uma imunidade quando o corpo já está enfraquecido, e, quando está saudável, não precisa de nenhuma ajuda, “pois a imunidade é algo absolutamente natural”.

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