06 de Maio – EU QUERO UMA

BMW R 1200 GS garante aventura com tecnologia

Big-trail da BMW pertence à elite do segmento
Com bagagem acomodada nas malas de alumínio e garupa a postos, pressiono por alguns segundos o botão do ESA (Electronic Suspension Adjustment) para ajustar eletronicamente as suspensões da nova BMW R 1200 GS Adventure. Opto pela pré-carga da mola para piloto, passageiro e bagagem, indicada por dois capacetes no display de cristal líquido do computador de bordo.
Apesar de curto (cerca de 70 km), o trajeto até a histórica vila reunia as características necessárias para conhecer, na prática, as novidades tecnológicas introduzidas no modelo 2008 dessa aventureira. Além do já citado ajuste eletrônico das suspensões, a nova Adventure ganhou o ASC (Automatic Stability Control), um exclusivo controle de tração que evita derrapagens indesejadas em superfícies escorregadias, como a estradinha de terra que leva até a parte baixa da centenária vila de ferroviários.
Outra novidade eletrônica é o RDC, que monitora a pressão dos pneus e informa ao piloto quando há vazamento. Todos esses sistemas somam-se aos freios ABS (anti-bloqueio), já existentes na versão anterior.
Longas viagens
Ir a Paranapiacaba com a R 1200 GS Adventure é brincadeira de criança. Com seu tanque de 33 litros cheio, o computador de bordo apontava uma autonomia de 509 km. Portanto, os 140 km da viagem não exigiram nem mesmo abastecimento. De acordo com o computador, o consumo foi de 14 km/l — bastante elevado em função do motor boxer de dois cilindros opostos mais potente, agora com 105 cv a 7.500 rpm.
Na rodovia SP-122 em direção à vila, o conjunto de suspensões e as rodas de alumínio com raios externos, calçadas com pneus radiais sem câmara de uso misto, ignoravam o asfalto ruim e os buracos, sem incomodar piloto e garupa confortavelmente acomodados no novo banco, que ganhou espuma mais macia.
Maravilhas da eletrônica
Mesmo com duas regulagens na altura do banco (915/895 mm), a nova Adventure é bastante alta para alguém da minha estatura (1,71 metro). De início fiquei um pouco desconfiado do funcionamento do tal controle de tração — afinal se os 256 kg dessa BMW decidissem sair de baixo de mim, não teria pernas para corrigir. Com o passar das curvas, fui dando mão no acelerador — até que uma luz amarela acendeu no painel. Sinal de que o ASC entrara em ação.
A R 1200 GS Adventure é uma das mais caras entre as motos do segmento disponíveis no Brasil. O modelo testado era a versão Premium, a mais cara, cotada em R$ 88.900 — que traz todos os equipamentos de série, com exceção das malas laterais em alumínio. Há ainda a versão Top, mais barata (R$ 83.900), que vem sem o ESA Enduro, o ajuste eletrônico de suspensão.

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