13 de Maio – CASO ISABELA

Mãe de Isabella acha que ciúme pode ter motivado crime


Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, disse em entrevista ao “Fantástico” que acredita que o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, tem envolvimento na morte da criança, ocorrida no último dia 29 de março.
“Eu acredito [no envolvimento do casal]. Acho que a Justiça está começando a ser feita”, disse em relação à prisão do casal no última quarta-feira, que considerou “justa”. Para ela, o ciúme de Jatobá pode ter motivado o crime.
Ela afirmou que o próprio Alexandre e sua família diziam que Jatobá sentia ciúmes. “Mas eu não sei o porquê. Nunca dei motivo”, afirmou.
Aparentemente mais abalada do que nas primeiras manifestações logo após a morte da menina, Ana Carolina Oliveira disse que os últimos dias “têm sido muito angustiantes” e que vai “lutar pela filha”, admitindo que tem de se manter equilibrada para ajudar na acusação do casal.
A mãe da menina disse que já ouviu comentários de que teria demonstrado frieza após a morte da filha, mas afirmou que não é verdade. Disse que “demorou para cair a ficha” e que “na primeira semana parecia que ela [Isabella] tinha ido passar férias”. “Eu ainda acho que ela pode voltar”, afirmou, aos prantos.
Oliveira chorou durante toda a entrevista de mais de meia hora, abraçada a uma girafa de pelúcia e com uma camiseta com a foto da filha.

Dia do crime
Sobre o dia 29 de março, Oliveira disse que voltava de um churrasco quando recebeu uma ligação de Jatobá. “Ela gritava muito. Poucas coisas que ela falava eu entendia. Ela falava que jogaram [a Isabella]. Eu cheguei a entender que ela tinha caído na piscina. Eu respondia: faz respiração boca-a-boca.”
Oliveira disse que, quando chegou ao edifício London, de onde a menina foi jogada do 6º andar, encontrou a filha caída no jardim. “Quando cheguei lá ela estava viva, respirando e o coração batendo. Coloquei a mão nela e dizia: calma, a mamãe está aqui.”
Ela também afirmou que, naquele momento, sofreu por não ter podido “defender” a filha e que nem Alexandre nem Jatobá conversaram com ela.
“O Alexandre falava com a policia para subir, para ver a pessoa que invadiu [o prédio]. Ela [Jatobá] gritava muito.”
No enterro
Oliveira descreveu o comportamento do casal no dia do enterro da menina. “O Alexandre não falou comigo em momento algum. Nenhum olhar. A Anna me deu um abraço indiferente e disse: ‘você nem ligou para ela no sábado’. Achei aquilo de uma frieza. Nem respondi.”
Ela contou que a última vez em que falou com a filha foi na sexta-feira, dia 28, já na casa do pai. “Ela estava super feliz.”
Oliveira também contou que não falava com Alexandre e que tinha pouco contato com Jatobá. Segundo ela, quem intermediava as conversas era o pai de Alexandre, Antonio Nardoni.
Segundo ela, Alexandre pagava pensão alimentícia de R$ 250 e que, algumas vezes, chegou a atrasar. Nessas situações, ela falou com o pai dele.
Briga
Oliveira também relatou que logo após a separação de Alexandre, quando Isabella tinha 11 meses, o pai da menina teve uma severa discussão com ela e com sua família, porque Oliveira havia decidido colocar a menina na escola.
“Ele não gostou. Ele achava que a idéia era da minha mãe. Ele não aceitava e culpava minha mãe. Ele falava que ia matá-la. Eu enfrentei. Não tive medo”, contou.
Prisão
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá se entregaram à polícia na noite da última quarta-feira (7). O pai de Isabella está preso em uma carceragem para detentos com ensino superior completo.
Os cerca de 30 detentos do 13º DP hostilizaram Nardoni e escreveram uma mensagem no pátio da carceragem dizendo que não o queriam mais na cadeia. Uma equipe da Polícia Civil teve que entrar na carceragem para conversar com os presos, embora eles não tenham tentado se rebelar ou agredir Nardoni. Ele está sozinho em uma das cinco celas da carceragem.
Já Anna Jatobá está presa em Tremembé (138 km de SP), onde a situação é tranqüila, segundo agentes prisionais.
Isabella foi assassinada quando passava o fim de semana com o pai e a madrasta. O promotor Francisco Cembranelli, apresentou a denúncia [acusação formal] na terça-feira contra o casal por homicídio, com três qualificadores –asfixia, crime motivado por intenção de impunidade e impossibilidade de defesa da vítima.
Para o promotor, a criança foi asfixiada por Anna Carolina e jogada do 6º andar do edifício London (zona norte) pelo pai. Na denúncia, Cembranelli também responsabiliza o casal por fraude processual –por ter alterado a cena do crime.

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