15 de Maio – COM A PALAVRA, MINISTRO GIL

Ministro da Cultura, Gilberto Gil lança “Banda Larga Cordel”

Em seu novo disco, o ministro da Cultura Gilberto Gil reafirma a influência da tecnologia em sua música. Produzido pelo ex-Mutantes Liminha, “Banda Larga Cordel” mistura Internet e artesania cordelista em seu título e aborda poeticamente relações entre arte e tecnologia.
Em entrevista coletiva virtual nesta quarta-feira (14), o cantor e compositor de 65 anos declarou que este foi o único modo de abarcar a totalidade de temas em um só conceito. “Hoje é bem diferente de tempo atrás. Vivemos uma época mais estimuladora e com grande impacto na criação e rearranjo de idéias, em função das possibilidades atuais de copy & paste para a criação poética, além da velocidade e acessibilidade na propagação de informações. E com todas as referências de recombinações, abertura e a quantidade de faixas, o máximo que eu poderia fazer é juntar as diferentes canções sob o título ‘Banda Larga Cordel’. O título é o máximo de amarração que poderia dar a esse repertório”, declarou.
“Banda Larga Cordel” será lançado em 17 de junho e é também o primeiro disco após o fim de antigo contrato com a Warner, que comercializará o material em diferentes formatos. Temas como inclusão digital, Creative Commons, Software Livre são assuntos recorrentes na pauta do ministro e também tangenciam sua música. E em se tratando de trabalho autoral de um ministro da cultura, o lançamento abre precedente para discussões relacionadas às questões da comercialização de fonogramas e autoralidade, entre outras. A faixa-título é a mais politizada canção do álbum e estimula a política de inclusão digital, em função das amplas possibilidades de comunicação propostas pela tecnologia. Dentre as 16 faixas do disco, também se destacam o samba minimalista “Formosa” e “La Renaissance Africaine”, canção sobre o abandono do continente africano e, segundo o artista, “a última fronteira da exploração e do colonialismo”. Outro tema forte de “Banda Larga Cordel” é “Não Tenho Medo da Morte”, no qual tece reflexões sobre “a consciência de finitude de sua vida e dimensão de eternidade”.

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