29 de Julho – O BARATO SAI CARO – ATENÇÃO!!!!

MUITO CUIDADO: Brasileiros colocam saúde em risco com remédios do Paraguai

Apreensões na fronteira aumentam quase 70% em um ano. Preços mais baixos são atrativos, mas a falsificação e a automedicação representam perigos iminentes
Foz do Iguaçu – O contrabando de remédios adquiridos por brasileiros no Paraguai está em alta. Estatísticas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) indicam um aumento de 68,9% no número de medicamentos apreendidos no posto de Santa Terezinha de Itaipu – limite com Foz do Iguaçu, na BR-277, principal corredor do contrabando e tráfico da região. De janeiro a julho deste ano, foram 70.821 unidades, contra 41.927 no mesmo período do ano passado.

Cada unidade computada pela PRF refere-se a ampolas, comprimidos ou frascos de medicamentos trazidos de farmácias de Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu. Entre os mais procurados estão remédios para combater a impotência sexual, perder peso, além de abortivos e anabolizantes, às vezes indicados de forma irresponsável em academias de ginástica.
Em busca da beleza,jovens se arriscam
Mais do que a concorrência desleal para as farmácias brasileiras, a preocupação atual das autoridades é com a facilidade de se adquirir remédios no Paraguai e o uso imprudente deles. Algumas mulheres procuram clínicas e massagistas para aplicar no abdome um produto proibido no Brasil. Na região de Foz do Iguaçu, comprar remédios para perder peso e modelar o corpo tornou-se um modismo perigoso. Nesta entrevista, duas jovens, uma de 19 anos e outra de 25, que não quiseram se identificar e estão citadas com nomes fictícios, contam suas experiências.
Conforme o supervisor adjunto da PRF em Foz do Iguaçu Aluízio Aguiar, o incremento das apreensões é explicado pelo aumento da procura. Ele diz que os policiais que fazem a fiscalização observaram desde o segundo semestre do ano passado um maior número de passageiros de ônibus transportando medicamentos.
Os preços mais em conta praticados no país vizinho e na Argentina, somados às semelhanças entre medicamentos verdadeiros e falsos são os motivos que têm levado cada vez mais brasileiros a cruzar a fronteira em busca do produto, avalia o representante da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) em Foz do Iguaçu, Luciano Stremel Barros.
Na avaliação de Barros, hoje as gráficas estão produzindo embalagens cada vez mais parecidas com as originais, confundindo o consumidor. O atrativo do preço também pesa na hora da compra. Para se ter uma idéia, uma cartela com quatro comprimidos de Viagra, remédio contra a impotência, custa R$ 100 no Brasil. No Paraguai, o remédio pode ser encontrado por US$ 5 (perto de R$ 8). Mas o que os brasileiros não levam em conta é a chance de adquirir um produto falsificado e colocar a própria saúde em risco. Levantamento feito pela ABCF indica que 35 das 42 farmácias de Ciudad del Este vendem Viagra falso.

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