05 de Setembro – PERDEMOS MAIS UMA ESTRELA, FICOU SEU BRILHO NA TERRA

Ator Fernando Torres morre aos 80 anos no Rio de Janeiro

O ator, diretor e produtor Fernando Torres, de 80 anos, que morreu esta quinta (4) no Rio de Janeiro
Morreu nesta quinta-feira o ator, diretor e produtor Fernando Torres, de 80 anos. Marido da atriz Fernanda Montenegro e pai da atriz Fernanda Torres e do cineasta Cláudio Torres, Fernando morreu em seu apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro. De acordo a empresária do ator, a causa da morte foi um enfisema pulmonar. Por decisão da família, o corpo será cremado e não haverá velório.
Em nota de pesar divulgada na tarde desta quinta-feira, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, afirmou que Fernando Torres “teve papel fundamental na modernização de linguagens e repertórios da cena brasileira” e que o ator “trouxe uma das mais densas experiências para as nossas artes, levando a todo país qualidade artística ao lado de comprometimentos muito claros com ideais libertários e com a vida política brasileira”.

Nascido em 14 de novembro de 1927 na cidade de Guaçuí, no Espírito Santo, Fernando Torres iniciou sua carreira de ator aos 22 anos, na peça “A Dama da Madrugada”, de Alejandro Casona. Em 1950, atuou pela primeira vez com sua futura mulher, Fernanda Montenegro, na peça “Alegres Canções nas Montanhas”. Os atores casaram-se em 1952 e vieram para São Paulo em 1954, onde Fernando atuou em diversas peças como ator e assistente de direção. Sua primeira montagem como diretor foi “Quartos Separados”, de 1958, com o Teatro Brasileiro de Comédia.

Em 1961, foi premiado como diretor revelação por sua montagem de “O Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, já com o grupo Teatro dos Sete, que fundou com Fernanda Montenegro, Sergio Britto e Gianni Ratto em 1959.
No cinema, atuou em filmes como “A Mulher de Longe” (1949), de Lúcio Cardoso; “Engraçadinha Depois dos Trinta” (1966), de J. B. Tanko; o curta “Missa do Galo” (1973), de Roman B. Stulbach; “Tudo Bem” (1978), de Arnaldo Jabor; “Veja Esta Canção” (1994), de Cacá Diegues; e “A Ostra e o Vento” (1997), de Walter Lima Jr (ator fala sobre seu personagem nesse filme).
Seu último trabalho na TV foi na novela “Laços de Família”, de Manoel Carlos, em 2000. No cinema, atuou em “Redentor” (2004), dirigido por seu filho Claudio Torres.

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