12 de Setembro – MAIS CARO O “MOLHO DO QUE O PEIXE”

Busca pelo corpo perfeito requer atenção especial

Apesar de comuns, as cirurgias plásticas também apresentam riscos; uma campanha vai esclarecer dúvidas da população 
”Todo mundo tem ânsia de parecer bem e nada melhor do que uma cirurgia plástica para devolver a auto-estima perdida pela falta de forma.” A afirmação é do presidente da regional paranaense da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Manoel Augusto Cavalcanti, que esteve ontem em Londrina para lançar campanha de esclarecimento sobre a importância da primeira consulta e a escolha de profissionais qualificados.
Para o cirurgião, porém, candidatos à cirurgia ”precisam saber muito bem quem é o médico com quem irão se tratar, para que não frustrem seu sonho de resgatar a auto-estima e não se tornem vítimas de sérios problemas de saúde”.
Segundo Cavalcanti, a palavra de ordem é se consultar apenas com profissionais filiados à SBCP. ”A Sociedade é um clube fechado. Além dos seis anos de graduação e dois anos de residência, o profissional deve ter três anos de experiência em cirurgia plástica”, comentou o médico, ressaltando que os cirurgiões são submetidos, periodicamente, a exames teóricos e práticos.

”Isso não quer dizer que acertamos sempre, mas certamente diminui a margem de erros nas cirurgias”, completou Cavalcanti. Relacionamento aberto com o paciente, não esconder os detalhes da operação e explicar não só os benefícios mas também os riscos são requisitos básicos de uma boa conduta profissional.

Outra bandeira levantada pela campanha é o combate à banalização da cirurgia plástica. Conforme Cavalcanti, hoje é comum o pagamento em longas prestações ou até a realização do procedimento em clínicas de estética, sem condições de higiene, por profissionais não especializados.

Segundo o médico, mais de 90% dos problemas decorrentes de uma cirurgia mal sucedida envolvem profissionais que não são cirurgiões plásticos. Para ele, o profissional aventureiro perde em termos éticos. ”Só de atuar numa área que não é a sua, o médico já está cometendo um erro ético.”
O Brasil é hoje o segundo maior mercado do mundo quando o assunto é cirurgia plástica, perdendo apenas para os Estados Unidos. Apesar das cirurgias estéticas terem maior visibilidade, 41% dos procedimentos correspondem a cirurgias reparadoras. Números do Ministério da Saúde mostram que, em 2005, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou mais de 37 mil cirurgias desse tipo.
Pacientes entre 15 e 19 anos já correspondem a 20% dos clientes em busca do corpo perfeito. Entre as cirurgias mais procuradas, a lipoaspiração responde por mais de 50% do total de procedimento. Em seguida estão as cirurgias de mama, face, pálpebras, orelha, pescoço e abdome.

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