Archive for the ‘Literatura’ Category

03 de Outubro – LITERATURA: COMO SALVAR O PLANETA

outubro 3, 2008

Livro apresenta 1001 maneiras de salvar o planeta

da Folha Online

 

O livro 1001 Maneiras de Salvar o Planeta, da Publifolha, apresenta idéias para orientar aqueles que desejam cuidar ativamente do meio ambiente mas não sabem por onde começar.

O volume é assinado por Joanna Yarrow. A autora relata que até recentemente a questão ambiental não ocupava espaço no noticiário. “A natureza parecia tão forte, o planeta parecia tão grande e os cientistas pareciam tão inteligentes que era difícil imaginar que nosso estilo de vida pudesse afetar a teia da vida de forma significativa”, escreve Joanna, em prefácio da publicação.

 

Divulgação 

 

1001 Maneiras de Salvar o Planeta 

O livro apresenta sugestões variadas para proteção da Terra. Algumas são simples e implicam em meras modificações nos hábitos pessoais, que, repetidos diariamente, têm um impacto muito grande ao longo do tempo.

Outras são idéias para ações de longo prazo, que exigem comprometimento e investimento maiores. O livro discute também questões ambientais essenciais, como as alterações do clima, os alimentos geneticamente modificados (transgênicos) e as fontes renováveis de energia.

 

A autora

 

Joanna Yarrow é apresentadora do programa Outrageous Wasters (Desperdícios Ultrajantes), da BBC. Joanna é uma eco-especialista e uma personalidade da mídia que fornece aconselhamento ambiental para programas de TV, inclusive “Tonight with Trevor McDonald”, “GMTV” e “The Sunday Surgery” na Rádio 1. Também é diretora da consultoria ambiental Beyond Green (Além do Verde).

 

1001 Maneiras de Salvar o Planeta

Autora: Joanna Yarrow

Editora: Publifolha

Páginas: 384

Quanto: R$ 32

Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090

29 de Setembro – ASSUNTO COMPLICADO PARA CRIANÇAS

setembro 29, 2008

Livros orientam pais como falar sobre a morte

 

Psicóloga faz uma lista de livros que auxiliam educadores a falar sobre o esse tema com alunos 

 

A partir dos cinco anos, a criança já possui a capacidade de abstrair e assimilar componentes básicos do conceito de morte

 

Falar sobre morte com crianças é complicado. Mesmo os educadores não se sentem à vontade para falar sobre o assunto em sala de aula. Para superar essa barreira, a psicóloga Lucélia Elizabeth Paiva elaborou uma lista de 36 livros infantis que abordam a questão da morte de diversas formas. Em sua tese de doutorado, no Instituto de Psicologia (IP) da USP, Lucélia mostra como as leituras podem ajudar a encarar o luto e as perdas, de frente, sem rodeios. Participaram da pesquisa 54 educadores, de três escolas particulares e duas públicas de São Paulo, que lidam com crianças de até 10 anos. ”Aconteceram três encontros: o primeiro debateu como a morte aparece no contexto escolar e, no segundo, foram apresentados livros sobre o assunto para apreciação”, explica Lucélia. ”Na última reunião foi discutida a viabilidade de se de trabalhar o tema com as obras apresentadas”.

 

De acordo com a psicóloga, o assunto morte aparece entre os alunos das mais diversas formas, inclusive por meio das perdas de parentes, amigos e animais de estimação. ”Ao mesmo tempo que nada é discutido sobre a morte, ela é muito divulgada pela mídia de forma invasiva e pouco elaborada”, aponta. ”Os educadores se mostraram inseguros em falar com as crianças a respeito, com medo de provocar tristeza ou ir de encontro aos valores religiosos e familiares dos alunos”.

 

Lucélia ressalta que a partir dos cinco anos, a criança já possui a capacidade de abstrair e assimilar os três componentes básicos para a aquisição do conceito de morte: universalidade, não-funcionalidade e irreversibilidade. ”Os encontros mostraram a necessidade de um espaço para os educadores discutirem assuntos mais complicados de se abordar com os alunos”, diz. ”O tema da morte não precisa ser ignorado, podendo ser abordado, por exemplo, em aulas de ciências, com livros, e em rodas de conversa com as crianças”, orienta.

 

Livros sugeridos

 

Durante a pesquisa foram apresentados 36 livros, nacionais ou traduzidos, que abordam a morte para o público infantil. ”As abordagens são muito variadas. Há livros que falam sobre velhice, morte de pais, irmãos, avós e ciclo de vida”, descreve a psicóloga. Há títulos que explicam aspectos biológicos e sociais, como os ritos fúnebres, outros com atividades interativas e até alguns com abordagem fantástica, ligada à questão espiritualista. ”Outros tratam o assunto com um certo humor, como A Mulher que Matou os Peixes”, de Clarice Lispector.

 

Apesar da variedade de enfoques, apenas sete livros já eram conhecidos pelos educadores. ”Um exemplo é a obra Os Porquês do Coração, de Conceil C. Silva, que fala sobre a morte de um peixinho de estimação, e que mostra como uma criança lidou com a perda e a tristeza e transformou o desespero da ausência em boas lembranças”, conta Lucélia. ”Uma das professoras disse que já usava o livro, mas para falar sobre os porquês, mesmo que a temática da morte e das perdas fosse tão evidente”.

 

Algumas obras chamaram a atenção pela sutileza que abordam o tema, como Vó Nana (Margaret Wild), Menina Nina (Ziraldo), Eu Vi Mamãe Nascer (Luiz Fernando Emediato) e A Montanha Encantada dos Cisnes Selvagens (Rubem Alves). A pesquisadora aponta que o livro Quando os Dinossauros Morrem, de M. Brown, despertou muito interesse dos educadores. ”Por meio de tiras e quadrinhos, com diálogos de uma família de dinossauros, são mostradas questões como as diferentes formas de morrer”, diz. ”Também são abordados os rituais de despedida, costumes e crenças das diferentes religiões, além de formas de manifestação de sentimentos e o próprio conceito de morte”.

 

Lucélia também indica os livros A História de uma Folha (Leo Buscaglia) e Tempos de Vida (B.Mellonie e R. Ingpen), em que a morte é abordada como parte do ciclo vital. Por Fim, Vovô foi Viajar, de M. Veneza e Cadê Meu Avô, de Lídia Carvalho, apontam para a importância de não enganar a criança ao se contar sobre a morte de alguém”, explica. ”Ela fatalmente saberá que está sendo enganada e poderá ter a sua confiança abalada”.

 

Lucélia observa que a partir da apreciação dos livros, os educadores perceberam ser possível sua utilização com os alunos para discutir e elaborar a questão das perdas e da morte como parte da vida. ”Mais do que um simples método de ensino a ser aprendido, essa experiência deve ser sentida, vivenciada e experimentada, conclui.

 

Fonte: Agência USP de Notícias. A pesquisa foi orientada pela professora Maria Julia Kovács. Outras informações: (11) 9962-9658 ou pelo e-mail lucélia_paiva@uol.com.br

15 de Agosto – LER É UM BOM REMÉDIO

agosto 15, 2008

Médicos e psicólogos receitam livros para tratar doenças físicas e emocionais
Cristina Almeida

Em um evento como a Bienal do Livro, que começa nesta quinta-feira, em São Paulo, muita gente pode se perguntar: existe público para tanto livro? A resposta seria afirmativa se as pessoas parassem para pensar que não somos nós que lemos os livros, mas eles que nos lêem. Se a arte imita a vida, as obras literárias são nosso espelho e, portanto, uma ferramenta para o auto-conhecimento. E isso não tem nada a ver com literatura de auto-ajuda.
Livros têm sido utilizados no tratamento de vários tipos de doenças físicas e emocionais, incluindo dependências, abusos, disfunções e depressão. Embora o termo “biblioterapia” tenha sido cunhado recentemente, suas origens remontam à Antigüidade. Em Tebas, 1200 anos a.C., a inscrição na entrada de uma biblioteca – “O lugar para curar a alma” – sinaliza que os povos antigos já conheciam as propriedades terapêuticas da leitura.
A biblioterapia foi reconhecida nos EUA em 1939, mas somente em 1950 é que passou a ser utilizada como coadjuvante em terapias de grupo. Naquela época, guiadas por um comitê previamente designado pelas autoridades locais, as bibliotecas públicas organizavam encontros para que as pessoas tivessem a oportunidade de discutir suas dificuldades, devidamente guiados por um facilitador.
De acordo com os especialistas, a leitura permite que, através dos personagens e suas histórias, encaremos nossos problemas com maior distância, o que aumenta a possibilidade de compreendermos os sentimentos envolvidos em determinada circunstância dolorosa.
A técnica funciona em três etapas distintas: identificação (momento em que o leitor entra em contato com algum ponto em comum com a sua vida); catarse (ocorrida a identificação, o leitor se libera da tensão emocional); insight (nova perspectiva sobre determinado sentimento que repercute na vida prática, permitindo a mudança necessária).

15 de Agosto – BOA LEITURA

agosto 15, 2008

OS CLÁSSICOS DA LITERATURA ‘TERAPÊUTICA’
Para mulheres envolvidas nas angústias domésticas e acabam atormentadas pelo desejo de evasão “Madame Bovary” (Gustave Flaubert), “Anna Karenina” (Leon Tolstoi), e “Casa de Bonecas” (Henrik Ibsen)
Para pais possessivos  poema “Os filhos”, do livro “O profeta” (Gibran Khalil Gibran)
Para adolescentes aflitos pela incomunicabilidade com os pais “Carta ao Pai” (Franz Kafka)
Para os deprimidos “Bartleby, o escrivão” (Herman Melville) e “Oblomov” (Ivan Goncharov)
Para quem está desesperançoso “As aventuras do Sr. Pickwick” (Charles Dickens)
Para viciados em trabalho que vivem estressados “Meditações” (Marco Aurelio) e “Cartas a Lucílio” (Lucio Sêneca)
Para os ansiosos e hipocondríacos “O mal obscuro” (Giuseppe Berto, Ed. 34)
Para mulheres que sabem que devem mudar, mas adiam uma decisão “Mulheres que amam demais” (Robin Norwood, Ed. Arx), “O despertar” (Kate Chopin, Ed. Paz) e “Mulheres que correm com os lobos”, (Clarissa Pinkola Estés, Ed. Rocco)
Para quem não consegue administrar o sofrimento afetivo ligado à solidão e à traição “Fragmentos de um discurso amoroso” (Roland Barthes) e “Eros e Pathos” (Aldo Carotenuto, Ed. Paulus

30 de Junho – LITERATURA – BIOGRAFIA

junho 30, 2008

Casimiro de Abreu
4/1/1839, Barra de São João (RJ)
18/10/1860, Nova Friburgo (RJ)

O escritor Casimiro de Abreu
 
“Oh! que saudades que tenho/Da aurora da minha vida,/Da minha infância querida/Que os anos não trazem, mais!/Que amor, que sonhos, que flores,/Naquelas tardes fagueiras,/À sombra das bananeiras,/Debaixo dos laranjais!”
Esses versos, que compõem a primeira estrofe do poema Meus Oito Anos, tornaram-se os mais conhecidos da obra de Casimiro José Marques de Abreu, poeta que integra a chamada 2ª geração do Romantismo brasileiro.Filho de uma família rica, Casimiro de Abreu iniciou seus estudos em Nova Friburgo (RJ), aos dez anos, mas não chegou a completar o curso de Humanidades. Seu pai, o negociante português José Joaquim Marques de Abreu, o obrigou a trabalhar no comércio, na cidade do Rio de Janeiro, contrariando sua vocação para as letras.
Em 1853, Casimiro foi mandado para Lisboa, onde viveu por quatro anos. A perda dos sonhos da infância, a melancolia, a solidão e principalmente a saudade gerada pela distância da pátria e da família serviram de inspiração aos seus primeiros versos: “estando em minha casa à hora da refeição, pareceu-me escutar risadas infantis da minha mana pequena. As lágrimas brotavam e fiz os primeiros versos de minha vida, que teve o título Ave Maria”.
Em Portugal, além dos poemas, o escritor obteve certo êxito no teatro com sua peça Camões e o Jau (1856). Entretanto, também contraiu tuberculose, o que o obrigou a retornar ao Rio de Janeiro, em 1859. Teve tempo de ver seu único livro de poesias, Primaveras, ser publicado às custas do pai, antes de falecer, na fazenda da família.
Sua poesia tornou-se muito popular durante muitas décadas, devido à linguagem simples, delicada e cativante, e aos temas comuns do lirismo romântico: o amor impossível e platônico, o conflito entre o desejo e a pureza, a depressão e a morte. Também está presente em sua obra a exaltação ao sentimento patriótico e às glórias da independência. Apesar da popularidade, porém, a crítica literária considera – com razão – sua obra estereotipada e superficial.

30 de Junho – LITERATURA

junho 30, 2008

Os Gêneros Literários   
A arte poética
A Literatura é um instrumento de comunicação e de interação social, ela transmite os conhecimentos e a cultura de um povo.
O texto literário se organiza em gêneros literários.
Os textos literários são divididos em dois grupos: textos em verso, textos em prosa.
Os textos em verso são os poemas, aqueles que são formados por versos; os textos em prosa são aqueles construídos em linha reta, organizados em frases, parágrafos, capítulos, partes etc.
Gênero lírico
O gênero lírico é o texto onde há a manifestação de um eu lírico, esse expressa suas emoções, idéias, mundo interior ante o mundo exterior. São textos subjetivos, normalmente os pronomes e verbos estão em 1ª pessoa e a musicalidade das palavras é explorada.
Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os pulsos e os punhos cortados
E o resto do meu corpo inteiro.
(Titãs)
Gênero épico
Nos textos que pertencem ao gênero épico há a presença de um narrador que conta uma história que envolve terceiros.
Os textos épicos narram a história de um povo ou de uma nação, geralmente são textos longos envolvendo viagens, guerras, aventuras, gestos heróicos e há exaltação de heróis e seus feitos.
Gênero dramático
O gênero dramático expõe o conflito dos homens e seu mundo, as manifestações da miséria humana. Os textos que são produzidos com o intuito de serem dramatizados pertencem ao gênero dramático, assim, os atores fazem o papel dos personagens.

18 de Junho – PAULO FREIRE E SUA HISTÓRIA

junho 18, 2008

Paulo Freire
19/9/1921, Recife (PE)
02/05/1997, São Paulo (SP)


Paulo Freire foi perseguido pelo regime militar no Brasil
Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África. Pelo mesmo motivo, sofreu a perseguição do regime militar no Brasil (1964-1985), sendo preso e forçado ao exílio.
O educador apresentou uma síntese inovadora das mais importantes correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos.
A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.
A carreira no Brasil foi interrompida pelo golpe militar de 31 de março de 1964. Acusado de subversão, ele passou 72 dias na prisão e, em seguida, partiu para o exílio. No Chile, trabalhou por cinco anos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). Nesse período, escreveu o seu principal livro: Pedagogia do Oprimido (1968).
Em 1969, lecionou na Universidade de Harvard (Estados Unidos), e, na década de 1970, foi consultor do Conselho Mundial das Igrejas (CMI), em Genebra (Suíça). Nesse período, deu consultoria educacional a governos de países pobres, a maioria no continente africano, que viviam na época um processo de independência.
No final de 1971, Freire fez sua primeira visita a Zâmbia e Tanzânia. Em seguida, passou a ter uma participação mais significativa na educação de Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe. E também influenciou as experiências de Angola e Moçambique.
Em 1980, depois de 16 anos de exílio, retornou ao Brasil, onde escreveu dois livros tidos como fundamentais em sua obra: Pedagogia da Esperança (1992) e À Sombra desta Mangueira (1995). Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1989, foi secretário de Educação no Município de São Paulo, sob a prefeitura de Luíza Erundina.
Freire teve cinco filhos com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira. Após a morte de sua primeira mulher, casou-se com uma ex-aluna, Ana Maria Araújo Freire. Com ela viveu até morrer, vítima de infarto, em São Paulo.
Doutor Honoris Causa por 27 universidades, Freire recebeu prêmios como: Educação para a Paz (das Nações Unidas, 1986) e Educador dos Continentes (da Organização dos Estados Americanos, 1992).

16 de Junho – POETA BRASILEIRO

junho 16, 2008

Carlos Drummond de Andrade
31/10/1902, Itabira (MG)
17/8/1987, Rio de Janeiro (RJ)

http://www.releituras.com/drummond_bio.asp

Nono filho de Carlos de Paula Andrade (fazendeiro) e Julieta Augusta Drummond de Andrade, Carlos Drummond de Andrade nasce na cidade mineira de Itabira do Mato Dentro. Estuda em Belo Horizonte e, em 1918, muda-se para Friburgo (RJ), sendo matriculado no Colégio Anchieta. Um ano depois, é expulso por “insubordinação mental”, após um incidente com o professor de português, e volta para Belo Horizonte.
Em 1925, casa-se com Dolores Dutra de Moraes e conclui o curso de farmácia em Ouro Preto, mas não exercerá a profissão. No mesmo ano, funda com outros escritores “A Revista”, que, embora só conheça três edições, será importante para a afirmação do movimento modernista mineiro.
No ano seguinte, Drummond leciona geografia e português em Itabira e então muda outra vez para Belo Horizonte, a fim de ser redator-chefe do “Diário de Minas”. Em 1927, ele e Dolores perdem o filho recém-nascido.
Em 1929, deixa o “Diário de Minas” para ser auxiliar de redação e depois redator no “Minas Gerais” (órgão oficial do Estado). Em 1930, publica “Alguma Poesia”, seu primeiro livro, numa edição de 500 exemplares (paga por ele mesmo), e se torna redator de três jornais simultaneamente: o “Minas Gerais”, o “Estado de Minas” e o “Diário da Tarde”.
Em 1934, publica “Brejo das Almas” (200 exemplares) e assume um cargo público no Rio de Janeiro, como chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação.
“Sentimento do Mundo” é publicado em 1940, com tiragem de 150 exemplares. “Poesias” sai dois anos depois, pela José Olympio Editora. Em 1944, Drummond lança “Confissões de Minas” e, em 1945, “A Rosa do Povo” e a novela “O Gerente”.
Também em 1945, deixa a chefia de gabinete de Capanema, tornando-se editor da “Imprensa Popular”, o jornal comunista de Luís Carlos Prestes. Meses depois, afasta-se por discordar da orientação do jornal. É então chamado para trabalhar no Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (DPHAN).
Apesar de exercer funções burocráticas até 1962 (quando se aposenta), o poeta se preocupa com a profissionalização do escritor e, sempre que possível, trabalha em prol dos companheiros de escrita.
Em 1948, lança “Poesia Até Agora”. No mesmo ano, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, executa-se a obra “Poema de Itabira”, de Heitor Villa-Lobos, inspirada pelo poema “Viagem na Família”.
Drummond volta a escrever no “Minas Gerais” em 1949. Sua filha, Maria Julieta (que em 1946 publicou a novela “A Busca”), casa-se e muda para Buenos Aires. No ano seguinte, Drummond vai para a Argentina para o nascimento de Carlos Manuel, o primeiro neto. (Em 1953 e 1960, virão outros dois, Luis Mauricio e Pedro Augusto.)
Na década de 1950, uma sucessão de obras: “Claro Enigma”, “Contos de Aprendiz”, “A Mesa”, “Passeios na Ilha”, “Viola de Bolso”, “Fazendeiro do Ar & Poesia até Agora”, “Viola de Bolso Novamente Encordoada”, “Fala, Amendoeira” e “Ciclo”. Em 1953, ao estabilizar-se sua situação funcional na DPHAN, deixa o cargo de redator do “Minas Gerais”. No ano seguinte, passa a publicar crônicas no “Correio da Manhã”.
Nos anos 1960, seus livros serão lançados em Portugal, EUA, Alemanha, Suécia, Argentina e Tchecoslováquia. Nessa época, publica ainda “Lição de Coisas”, “Antologia Poética”, “A bolsa & a Vida”, “Obra Completa”, “Rio de Janeiro em Prosa & Verso” (em colaboração com Manuel Bandeira) e “Reunião (10 Livros de Poesia)”. Seus temas são o indivíduo; a terra natal, a família e as vivências de menino; os amigos; o choque social e a violência humana; o amor; a própria poesia; a visão da existência. Há ainda os exercícios lúdicos.
Drummond também traduz obras de autores como Balzac, Laclos, Proust, García Lorca, Mauriac e Molière. Em 1963, colabora no programa “Vozes da Cidade” (Rádio Roquette Pinto) e inicia o programa “Cadeira de Balanço” (Rádio Ministério da Educação). E, em 1969, deixa o “Correio da Manhã” para escrever suas crônicas no “Jornal do Brasil”.
Na década de 1970, publica “Caminhos de João Brandão”, “Seleta em Prosa e Verso”, “O Poder Ultrajovem”, “As Impurezas do Branco”, “Menino Antigo”, “Amor, Amores”, “A Visita”, “Discurso de Primavera e Algumas Sombras” , “Os Dias Lindos”, “70 Historinhas”, “O Marginal Clorindo Gato” e “Esquecer Para Lembrar”. Na primeira metade da década seguinte, sairão “Contos Plausíveis”, “O Pipoqueiro da Esquina”, “Amar Se Aprende Amando”, “O Observador no Escritório” (memórias), “História de Dois Amores” (infantil) e “Amor, Sinal Estranho”.
Em 1986, lança “Tempo, Vida, Poesia” e contribui com 21 poemas para “Bandeira, a Vida Inteira”, edição comemorativa do centenário de Manuel Bandeira. No mesmo ano, sofre um infarto e fica 12 dias internado.
Em 31 de janeiro de 1987, escreve o derradeiro poema, “Elegia a um Tucano Morto”, que integrará “Farewell”, último livro organizado pelo poeta. No Carnaval do Rio, é homenageado pela Mangueira com o samba-enredo “No Reino das Palavras”. Em 5 de agosto, após dois meses de internação, morre sua filha, Maria Julieta, vítima de um câncer. O poeta fica desolado: seu estado de saúde piora, e ele falece 12 dias depois, aos 85 anos, de problemas cardíacos. É enterrado no mesmo jazigo que Maria Julieta, no cemitério São João Batista (Rio de Janeiro).
“Eu não disse ao senhor que não sou senão poeta?”, escreveu certa vez. E de fato, apesar do retraimento e do jeito avesso à publicidade, Carlos Drummond de Andrade era, dentro e fora do Brasil, uma espécie de personificação da poesia.

10 de Junho – LITERATURA

junho 10, 2008

Políticos do Brasil

Uma Investigação Sobre o Patrimônio Declarado e a Ascensão Daqueles que Exercem o Poder
De R$ 39,90 por R$ 11,90
Escrito por Fernando Rodrigues, jornalista da Folha de S.Paulo, Políticos do Brasil apresenta uma análise inédita a respeito da atividade política no país e das pessoas que a exercem. Ajuda o leitor (e eleitor) a compreender, de maneira mais ampla, quem são e o que possuem os homens e as mulheres que comandam a nação. Traz ainda dados inéditos coletados em 3.570 registros sobre o patrimônio declarado de candidatos vencedores em 1998 e em 2002, compilados ao longo de mais de cinco anos de pesquisa e estudo. O livro é dividido em três partes principais: o patrimônio dos políticos, o perfil estatístico e as características do sistema político, com considerações sobre o voto. A pesquisa teve como fonte principal um vasto acervo de documentos, em princípio públicos, mas na prática até hoje inéditos em sua maior parte: as declarações de bens disponíveis de todos os políticos brasileiros eleitos em 1998 e em 2002. O livro traz ainda uma listagem completa de todas as tabelas usadas nas análises e os nomes de todos os vencedores nas eleições de 1998 e de 2002. É leitura fundamental para quem quer entender a política brasileira atual. O livro e o site “Políticos do Brasil” receberam o Prêmio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa em 2006. Para obter mais informações ou material para imprensa, acesse o link www.politicosdobrasil.com.br
Título: Políticos do Brasil
Subtítulo: Uma Investigação Sobre o Patrimônio Declarado e a Ascensão Daqueles que Exercem o Poder
Autor: Fernando Rodrigues
Edição: 1a. edição, 2006
Idioma: Português
Número de páginas: 424 páginas
Formato: 14 cm x 21 cm (largura x altura)
Para comprar pelo telefone ligue para 0800 140090

09 de Junho – LITERATURA

junho 9, 2008

Além das orientações gerais sobre a profissão, neste livro três jornalistas de renome falam sobre suas carreiras e a profissão: Igor Gielow trabalha há 14 anos no Grupo Folha. Atualmente, é secretário de redação na sucursal de Brasília. Em seu depoimento, ele alerta que “os jornalistas não podem se achar superiores à notícia”. Ricardo Feltrin, editor-chefe e colunista do Folha Online afirma que a Internet é o futuro e Roberto Gambini, editor-chefe e âncora do Jornal da Noite, da TV Bandeirantes, fala sobre a importância das reportagens na formação do jornalista.

Título: Jornalista
Autor: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2006
Idioma: Português
Número de páginas: 144 páginas
R$ 19,90
 Para comprar pelo telefone ligue para 0800 140090

26 de Maio – LER É CULTURA

maio 26, 2008

Aprenda a conviver com o caos das cidades grandes, encontrando tempo só para você

As metrópoles são fábricas de estresse, mesmo para quem não as troca por outro lugar. A convivência só é possível quando a cidade passa a ser vista com outro olhar, e as pessoas encontram espaço para o lazer e privacidade. O livro “Feliz Cidade”, da Publifolha, é um guia essencial para se livrar do caos da cidades grandes.

Confira abaixo sugestões para passar um tempo sozinho e relaxar.

Livro ensina a conviver com o caos das cidades grandes 

Encontre um canto tranqüilo

Parece que as cidades grandes têm praticamente tudo que você quer ou necessita, menos um pouco de paz e tranqüilidade e algum tempo para si mesmo. Não é fácil distanciar-se de tudo isso. A verdadeira solidão, no sentido de isolamento completo, é quase impossível. Assim que se sai de casa, são bem poucas as oportunidades de estar inteiramente só. No entanto, pode-se conseguir isolamento relativo para ter uma sensação maior de afastamento, privacidade e tranqüilidade – mesmo que haja algumas pessoas em volta.

Crie um refúgio interno

Tente arrumar um espaço dentro da sua casa em que você realmente possa passar um tempo. Arranje pelo menos um cômodo ou local que lhe dê mais bem-estar. Seu canto particular pode ser em qualquer lugar: uma cadeira junto à janela, uma cozinha, um quarto ou um escritório acolhedores, em que você possa fechar a porta e se sentir afastado de tudo.

Ande um pouco pelo parque

Espero que você more perto de uma área verde. E espero que você a use. Mas, mesmo que não haja nenhuma por perto, faça o esforço e vá conhecer os ótimos parques da sua cidade. Toda cidade grande tem lugares assim, onde se pode andar sem compromisso, vendo o movimento à volta ou deixando-se levar pelos pensamentos.

Procure um santuário

Claro que as igrejas e os templos são locais próprios para rezar, mas também servem para outros fins. Você pode refletir, meditar ou apenas deixar a mente voar. Silenciosos, com pouca iluminação, são lugares ideais para estar só. Muitos têm arquitetura grandiosa e inspiram e revitalizam até o espírito mais afligido pela cidade.

Vá atrás da água

Muitas cidades grandes localizam-se à margem de um mar, um lago ou um rio. Um dos principais motivos de serem como são é justamente terem acesso por água. Nesses locais, geralmente há bancos e mesas para os moradores. Se não houver, é bom ter no porta-malas do carro uma cadeira dobrável ou toalha para se sentar.

Veja o pôr-do-sol

Para mim, o melhor momento do dia é quando o sol se põe. A transição do dia para a noite pode ter grande poder hipnótico. Talvez não seja fácil encontrar um lugar apropriado para ver o pôr-do-sol em uma cidade grande. Mas eles existem

Muitos dos hotéis da cidade, especialmente os mais antigos, estão instalados em prédios lindos, que podem ser uma delícia para passar o tempo. Você não estará sozinho, mas é provável que não o importunem.

Visite os animais

Zoológicos e aquários são lugares excelentes para escapar dos seres humanos. Nos dias de semana, costumam estar praticamente vazios.

Cultive a solidão

A paisagista Linda Yang diz que a palavra paraíso vem de paradeisos, da origem persa e grega, e significa “parque privativo de reis”, onde havia paz e beleza em meia a árvores frutíferas e flores. Uma área pequena com tal paraíso pode dar alguma tranqüilidade à sua vida.

Vá ao cemitério

Nas grandes cidades, é comum ignorar os cemitérios por serem locais muito solitários. Quando eu morava em Toronto, passava um pouco de tempo em um deles. E foi lá que eu consegui fazer meus melhores devaneios e reflexões.

Encontre um momento em qualquer lugar

Quase sempre achamos que podemos desfrutar a solidão em locais tranqüilos e por um bom tempo. Mas os períodos curtos também ajudam a aliviar o estresse. A vida urbana tem vários desses momentos.

 

“Feliz Cidade”

Autor: Allen Elkin

Editora: Publifolha

Páginas: 184

Quanto: R$ 27,90

Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090

26 de Maio – OS HERÓIS MORREM

maio 26, 2008

Escritor e psiquiatra Roberto Freire morre aos 81 anos em SP
O corpo do escritor e psiquiatra Roberto Freire foi cremado, ao meio-dia deste sábado (24), no cemitério da Vila Alpina (zona leste de São Paulo). Ele morreu, ontem, no hospital Sírio-Libanês, na Bela Vista (região central da capital), onde estava hospitalizado.

Escritor Roberto Freire, autor de “Cleo e Daniel”, posa em 1966
A família não divulgou a causa da morte, informou a somaterapeuta Vera Schroeder, que trabalha no Instituto Brasileiro de Estudos de Soma, terapia criada por Freire na década de 70 com proposta anarquista. Ela citou apenas “falência múltipla dos órgãos”. Segundo ela, Freire estava internado há mais de duas semanas.
Biografia
Em 2003, o autor lançou a autobiografia “Eu É um Outro”, na qual contou suas histórias.
“Eu só falei de amor em toda a minha vida, nos 25 livros que publiquei, mas não tenho a menor explicação para ele [o amor]”, disse na época à Folha o autor de romances como “Cleo e Daniel” (1966) ou do ensaio “Sem Tesão Não Há Solução” (1990), obras que invocam o “amor libertário”, “revolucionário”.
Freire foi casado com a médica Gessy Freire, e deixou três filhos: Pedro, Paulo e Roberto. O médico e escritor tinha uma ligação forte com o teatro.
Durante a estada como cientista em Paris, entre 1952-54, extensão da formação de médico, ele conheceu o crítico Sábato Magaldi. Na volta ao país, foi convidado por Alfredo Mesquita a lecionar na Escola de Arte Dramática (EAD) da USP.
Freire escreveu peças, conviveu com nomes do teatro como Antunes Filho, Flávio Rangel, Plínio Marcos e Flávio Império, além de dirigir espaços como o TBC e o Tuca.
Na imprensa, atuou no jornal “Brasil Urgente” e nas revistas “Realidade” e “Caros Amigos”, da qual se desligou por discordar da linha editorial. Na política, juntou-se aos militantes da Ação Popular, por uma revolução socialista.
Freire foi preso e torturado durante a ditadura. Ele atribuía aos “telefones” (tapas simultâneos nos ouvidos) a causa que, anos depois, cegou-lhe o olho direito.
“Sempre fui um cara muito ativo, muito criativo, viajante, movido pela paixão. Agora, na velhice, as doenças me imobilizam. Hoje, por exemplo, sou impotente para escrever, que é o que mais gosto de fazer”, disse à Folha, em 2003.
Ao escrever suas memórias, então com 77 anos, ele falou: “Fiz uma história simples, de um cidadão brasileiro.”

09 de Maio – LITERATURA

maio 9, 2008

Literatura Brasileira Hoje

Manuel da Costa Pinto
1a. edição, 2004
ÚLTIMAS UNIDADES
De R$ 20,90 por R$ 7,90
Para comprar pelo telefone ligue para 0800 140090
Quem faz a literatura brasileira hoje? O que está em jogo na poesia e na prosa que se escreve no Brasil? Este volume 60 da coleção Folha Explica dá destaque a 60 autores – 30 poetas e 30 prosadores – da atualidade. De Manoel de Barros (nascido em 1916) a Tarso de Melo (1976), de Lygia Fagundes Telles (1923) a Nelson de Oliveira (1966), eles compõem um número amplo o bastante para demonstrar o que de mais relevante se tem escrito em nosso país. Dezenas de outros autores comparecem também, nos comentários à obra dos 60, para formar junto com eles um panorama único da nossa literatura.
 
Título: Literatura Brasileira Hoje
Autor: Manuel da Costa Pinto
Edição: 1a. edição, 2004
Idioma: Português
Número de páginas: 168 páginas
Formato: 11 cm x 18 cm (largura x altura)
Especificação: Offset 90g, 1 cor, Brochura
Peso: 165 gramas

30 de Abril – PARA QUEM GOSTA DE ESCREVER

abril 30, 2008

Off Flip abre inscrições para premiação de contos e poesias
As inscrições para o 3º Prêmio Off Flip de Literatura estão abertas a autores de qualquer nacionalidade residentes no Brasil e brasileiros que residem no exterior podem participar. O evento acontece paralelamente à Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, entre 2 e 6 de julho.
O prazo de inscrição é até o dia 21 de maio e a possibilidade de participação será estendida também a autores de países lusófonos.
O prêmio oferecerá no total R$ 5 mil aos vencedores, além de estadia em Paraty entre os dias 2 e 6 de julho e ingressos para mesas de debate da Flip.
Há também outras formas de premiação, como cota de livros do selo Record, exemplares da Revista Cult, passeio pela baía de Paraty na escuna Banzay e um almoço de confraternização no restaurante Ilha Rasa.
Os contos e poemas serão avaliados por duas comissões formadas por escritores do cenário literário brasileiro.
Uma terceira comissão avaliará os textos inscritos na categoria local.
No mesmo dia da premiação será lançada a coletânea com os poemas e contos vencedores nos dois anos anteriores, a ser publicada em parceria com a Quarto Setor Editorial.
O regulamento está disponível no endereço www.offflip.paraty.com

28 de Abril – LER É BOM…

abril 28, 2008

Livro mostra o poder dos alimentos para melhorar a imunidade
Uma alimentação correta é fundamental para fortalecer o sistema imunológico. Ingerir os nutrientes corretos existentes nos alimentos consumidos pode ajudar a fortalecer as defesas naturais do organismo e fornecer proteção importante contra infecções, doenças e alergias.

Livro mostra a função dos nutrientes contidos nos alimentos
O livro “Alimentos para a Imunidade”, da série “100 Receitas de Saúde”, lançado pela Publifolha, mostra a função dos nutrientes contidos nas verduras, frutas, grãos e condimentos, com textos claros e informação detalhada. Também indica 100 receitas de fácil preparo utilizando carnes, vegetais, legumes e frutas importantes para aumentar a imunidade.
A autora, Charlotte Haigh, especialista em nutrição, explica ainda como combater doenças comuns como acne, depressões leves, bronquite, cistite e gripe com a ajuda da alimentação correta. Ao final, o livro traz um glossário de nutrição. Ensina porque beterraba, shitake, couve, abacate, grapefruit, mirtilos, castanhas-do-pará, soja, chá verde e alho são considerados alimentos-chave para o sistema imunológico.

Alimentos para a Imunidade
Autora: Charlotte Haigh
Editora: Publifolha
Páginas: 128
Quanto: R$ 29,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090