Archive for the ‘Polícia’ Category

29 de Setembro – “O BICHO TÁ PEGANDO”

setembro 29, 2008

Apreensão recorde de ecstasy em Londrina

 

Venda dos 3,4 mil comprimidos renderia lucro aproximado de R$ 170 mil aos traficantes. Líder de assalto a banco de Sapopema está entre os detidos 

 

O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Militar prenderam durante a madrugada desta sexta-feira (26) Alex Gomes, conhecido por ‘Molecote’ e Danilo Del Greco, 27 anos, acusados de terem participação no assalto a banco em Sapopema e trocarem tiros contra a polícia em Tamarana no início deste mês.

Danilo Del Greco já tinha mandado de prisão expedido pela Justiça de Arapongas por homicídio e Alex por tráfico de drogas. De acordo com o Gaeco, Alex e Danilo são também suspeitos de terem praticado assalto violento em outro banco em Ortigueira.

Danilo foi preso numa chácara na região Sul da cidade, próximo ao Distrito de Warta. Com ele, foram detidos também Fernanda de Oliveira, Elizabete Araujo de Carvalho e João Antônio Nascimento. Na chácara, a polícia fez a apreensão de 3,4 mil comprimidos de ecstasy, uma das maiores já feitas na região de Londrina. A venda resultaria em um lucro aproximado de R$ 170 mil aos bandidos. Com o grupo, a polícia apreendeu também 100 gramas de cocaína, sete celulares, dois revólveres calibre 38 e 32, R$ 1.400 em dinheiro e R$ 4 mil em cheques.

“Molecote” foi preso numa residência no Jardim Quebec, na Zona Oeste de Londrina. Com ele, foi preso a proprietária da casa, Ivanilde de Souza Silva, mãe de sua namorada, por dar abrigo ao acusado.

 

Segundo o coordenador do Gaeco, promotor Cláudio Esteves, Alex Gomes é acusado de ter liderado o grupo que roubou o banco de Sapopema e outros crimes em que ele é o principal suspeito. Ele estava foragido desde o dia 6 de setembro quando houve um confronto em Tamarana com a polícia, que tentava prender os acusados do roubo.

Sete pessoas da quadrilha já foram presas e estão sendo processadas por formação de quadrilha, roubo e porte de arma ilegal. “E agora, com a apreensão de ecstasy, vão responder também pelo tráfico de drogas”, concluiu o promotor.

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20 de Setembro – O BICHO “TÁ” PEGANDO

setembro 20, 2008

Juiz federal sofre atentado em Umuarama 

 

O juiz federal Luiz Carlos Canalli, diretor do fórum da Justiça Federal de Umuarama, noroeste do Paraná, foi alvo de atentado na madrugada desta sexta-feira (19). A casa dele foi atingida por cerca de dez tiros de pistola 9 milímetros, que atingiram o portão, paredes e dois carros que estavam na garagem.

Segundo informações do site Bem Paraná, o juiz dormia no momento do atentado, e ninguém ficou ferido.

Esta é a segunda vez no ano que um juiz federal de Umuarama sofre atentado. Em fevereiro, Jail Benites de Azambuja teve o carro atingido por cinco tiros, mas também escapou ileso.

22 de Agosto – FAZEMOS QUALQUER NEGÓCIO

agosto 22, 2008

Em Londrina, traficantes usam até notas promissórias 

 Traficantes estão cada vez mais organizados. Na tarde desta quinta-feira (21), a Polícia Militar deparou-se com uma situação inusitada.
Ao atender ocorrência na zona sul, PM´s conseguiram prender integrantes de uma quadrilha e tirar de circulação algumas gramas de maconha. O detalhe é que ao averiguar os pertences dos bandidos, a polícia encontrou até notas promissórias no valor de R$ 40,00, assinadas por usuários como garantia de pagamento.
Os bandidos foram encaminhados à 10ª Subdivisão Policial para providências. Leia mais sobre o assunto na reportagem de Luciano Augusto, na edição desta sexta, na Folha de Londrina.
Apreensão
E nesta quinta, a Polícia também apreendeu mais de um quilo de maconha na Favela Pantanal, zona oeste. A droga foi deixada na rua por um marginal ao avistar a polícia. O traficante conseguiu fugir. Parte da droga estava pronta para comercialização, em 170 papelotes.

31 de Julho – QUEM ESTÁ MENTINDO

julho 31, 2008

Vizinho de casal Nardoni diz que irmão de Isabella negou presença de ladrão
 
O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de São Paulo, ouviu nesta quarta-feira (30/7) o depoimento do morador do edifício London Jeferson Friche, que reproduziu ao magistrado uma conversa que teve com o irmão de Isabella Nardoni, na noite da morte da menina. Segundo informações do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), Friche disse que o menino, então com 3 anos, não confirmou a presença de um ladrão no local.
Ainda de acordo com o tribunal, o vizinho, durante conversa com o garoto, perguntou se ele teria visto a irmã caindo. O menino teria dito, então, que “ela queria ver a lua, queria ver a casa”.
No processo que apura a morte de Isabella, ocorrida em 29 de março deste ano, também foram ouvidos o pedreiro Gabriel Santos Neto e a enfermeira Christiane de Brito, testemunhas chamadas pela defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, respectivamente, presos por suspeita de cometer o crime.

O pedreiro de 46 anos voltou a negar que houve arrombamento na obra ao lado do edifício London, na zona norte da capital, onde Isabella foi encontrada caída no jardim do prédio com parada cardiorrespiratória.
No depoimento, ele relatou que dormia no trabalho durante a semana e só soube do crime, ocorrido no sábado, na hora do almoço da segunda-feira seguinte.
Questionado na época pela polícia, Neto contou que não havia sinais de arrombamento, pois “tudo estava no lugar, como ele havia deixado”. Segundo o pedreiro, o trabalho na obra durou entre sete e oito meses.
Apenas os advogados do casal fizeram perguntas ao pedreiro. A tese sustentada pela defesa é de que uma terceira pessoa invadiu o imóvel para matar a menina. Para os advogados, o pedreiro mentiu sobre o arrombamento no local e, portanto, o depoimento da enfermeira Christiane de Brito, que mora ao lado da obra em que Santos trabalha, seria necessário.
Ouvida por dez minutos, a enfermeira disse que na noite do dia 29 de março ouviu uma pancada que deduziu ter vindo da obra.

12 de Julho – DONO DE GALINHEIRO NÃO FICA PRESO NUNCA

julho 12, 2008

Somente ladrão de galinha vai para a cadeia.

Após decisão do STF, Dantas deixa carceragem da PF em SP

O dono do banco Opportunity, Daniel Dantas, deixou por volta das 20h20 desta sexta-feira a carceragem da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Em decisão na tarde de hoje, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu liminar para suspender a prisão preventiva do banqueiro.

 

Dantas estava preso preventivamente desde ontem à tarde por decisão da Justiça Federal em São Paulo. Ele já havia sido preso na terça-feira (8), durante a Operação Satiagraha da PF, mas foi solto ontem de madrugada depois que o presidente do STF aceitou o primeiro pedido de liberdade por considerar sua prisão “desnecessária”.

 

A prisão preventiva de Dantas foi expedida pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo a pedido da PF e do Ministério Público Federal com base em documentos encontrados na casa dele na terça-feira. O depoimento de Hugo Chicaroni, também preso durante a operação, reforçou o pedido de prisão.

 

Mais cedo, o advogado de Dantas, Nélio Machado, elogiou a decisão do STF de soltar seu cliente. “Acho que foi uma decisão absolutamente compatível com os preceitos constitucionais.”

 

Segundo Machado, o banqueiro seria ouvido ainda hoje pela PF, mas, sob orientação da defesa, preferiu permanecer calado. “Por uma recomendação formal, expressa, taxativa de minha parte, ele se absteve de fazer qualquer resposta, inclusive contemplando, embora fosse desnecessário, um direito que está contemplado na Constituição do país”.

 

Após a decisão do STF, o procurador da república, Rodrigo De Grandis, deixou a sede da PF visivelmente irritado. Ele não quis falar com a imprensa e apenas disse “meus sentimentos”, com alusão à decisão de soltar novamente o banqueiro.

 

A Operação Satiagraha investiga suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras.

10 de Julho – TUDO ACABA EM PIZZA

julho 10, 2008

Banqueiro Daniel Dantas deixa carceragem da PF em São Paulo

O banqueiro Daniel Dantas deixou a carceragem da PF (Polícia Federal) em São Paulo, na manhã desta quinta-feira, beneficiado pelo habeas corpus concedido pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Ele, Verônica Dantas (irmã e parceira de negócios), e mais nove pessoas deixaram a prisão por volta das 5h30. O grupo foi preso na terça na Operação Satiagraha da Polícia Federal.
No final da noite desta quarta-feira, o presidente do STF, Gilmar Mendes, concedeu o habeas corpus apresentado pela defesa de Dantas. Mendes considerou “desnecessária” a prisão preventiva dos suspeitos, pois não há ameaça às provas colhidas durante a operação da PF.
“Ainda que tais fundamentos fossem suficientes, o tempo decorrido desde a deflagração da operação policial indica a desnecessidade da manutenção da custódia temporária para garantir a preservação dos elementos probatórios.”

A operação cumpriu na terça-feira 24 mandados de prisão após investigação de suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras.
Mais cedo Mendes autorizou que os advogados de defesa do banqueiro tivessem o direito ao acesso aos autos que envolvem as denúncias contra Dantas. O presidente do STF recebeu na tarde desta quarta-feira as informações que solicitou à na 6ª Vara Criminal da Seção Judiciária.
Além de Dantas e Verônica, foram libertados Daniele Silbergleid Ninnio, Arthur Joaquim de Carvalho, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Eduardo Penido Monteiro, Dório Ferman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Melo Coutrin, Rodrigo Bhering de Andrade.

Há quatro anos a Operação Satiagraha investiga suposta prática dos crimes em operações financeiras. Além de Dantas, a PF prendeu ontem o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, o investidor Naji Nahas e outras 14 pessoas. A decisão do STF não beneficia Nahas e Pitta.
Também foram apreendidos documentos, computadores, veículos e dinheiro em espécie que ainda está sendo contabilizado. Somente em um local foram apreendidos cerca de R$ 1,1 milhão.

30 de Junho – BEBEU, DIRIGIU? PULOU

junho 30, 2008

Em 10 dias, PRF prendeu 296 motoristas por embriaguez

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu 296 motoristas e multou 369 nos primeiros dez dias de vigor da Lei 11.705, que busca impedir que motoristas dirijam após consumir bebidas alcoólicas. Durante a Operação Grau Zero, efetuada nos 61 mil quilômetros de rodovias federais do País entre 21 horas de sexta-feira e 6 horas de ontem, 189 motoristas foram presos e 255 foram autuados por descumprimento da nova lei seca.
Na operação deste fim de semana, as rodovias mineiras apresentaram a maior quantidade de prisões: 34. Os Estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul aparecem em seguida, com 29 e 17 condutores detidos, respectivamente. Em Pernambuco, houve 14 prisões, e no Paraná, 13. Os Estados com mais autuados foram Minas Gerais (44), Rio Grande do Sul (37), Santa Catarina (23), Bahia (21) e Paraná e Mato Grosso do Sul, ambos com 20. A ação contou com 700 agentes da PRF.
Para a PRF, os dados apurados revelam o descaso de muitos motoristas com a segurança. “Apesar do endurecimento da legislação, o que se percebe é que grande parte dos motoristas ainda não se conscientizou que álcool e direção definitivamente não combinam”, afirmou o diretor-geral da corporação, Inspetor Hélio Cardoso Derenne, em nota. Atualmente, a PRF dispõe de 500 aparelhos para medir o nível de álcool consumido pelos motoristas. A intenção é dotar todas as duas mil viaturas com o equipamento nos dois próximos anos.

10 de Junho – CASO RONALDO

junho 10, 2008

Alguém sabe me dizer sobre as investigações deste caso? Estamos completando um mês e nada de resposta. A população quer saber quem matou o jovem Ronaldo. Justiça seja feita

19 de Maio – AJUDEM A POLÍCIA A DESVENDAR O CASO RONALDO VARGAS

maio 19, 2008

A pedido do Dr. Jairo (Delegado da Polícia Civil de Loanda) estamos solicitando a população que informem a policia sobre algum fato que ainda não foi verificado. Sua identidade vai permanecer em sigilo absoluto, garante o Dr. Jairo. Se você viu algum movimento estranho no dia 1º de Maio em que aconteceu o assassinato, em que estava o jovem ronaldo, denuncie. A pedido da família e da polícia colocaremos algumas fotos da morte de Ronaldo para ver se a população se comove e quem sabe alguém de alguma pista para a polícia. Aguardem, ainda esta semana colocaremos as fotos. Deixaremos no blog por dois dias somente e depois vamos retirá-las.

17 de Maio – CASO RONALDO ROSA VARGAS

maio 17, 2008

Estamos solicitando a população que viu este jovem na noite em que ele sumiu ou até o dia em que foi assassinado, passarem informações a polícia civil que seus nomes ficarão em sigilo absoluto. A população tem solicitado providências e esclarecimentos da polícia para este caso. Estamos esperando. Semana que vem colocaremos algumas fotos do jovem Ronaldo no Blog (por pedido da família) para ver se alguém que viu alguma coisa se comova e conte para a polícia. A população está com medo. Qualquer dia o cidadão de bem vai ficar preso em casa para os bandidos tomarem conta do pedaço. JUSTIÇA!!!!!!

08 de Maio – PRESO PAI E MADRASTA DE ISABELLA

maio 8, 2008

Madrasta de Isabella fica isolada em prisão; defesa de casal prepara habeas corpus


Anna Carolina Jatobá, 24, madrasta da menina Isabella Nardoni, 5, foi transferida na manhã desta quinta-feira para a Penitenciária Feminina da Capital, no Carandiru (zona norte de São Paulo), onde ficará separada das outras detentas. Acusados pela morte da criança, Anna Carolina e o marido, Alexandre Nardoni, 29, foram presos na noite de ontem (7), horas depois de o juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de Santana, decretar a prisão preventiva.
Inicialmente, a madrasta de Isabella foi levada para a carceragem feminina do 97 DP (Americanópolis, zona sul), onde passou a madrugada sozinha em uma cela. Por volta das 10h, ela foi transferida para a penitenciária.
Na unidade, as presas ficam no chamado regime de observação –isoladas das outras presas– por dez dias. A Secretaria da Administração Penitenciária não confirma se Anna Carolina permanecerá separada após o prazo.

Com prisão decretada, Anna Carolina e Alexandre são levados para carceragem
Ontem, a delegada Renata Pontes, que investigou a morte de Isabella, disse que as detentas ameaçavam se rebelar caso Anna Carolina fosse encaminhada para a Penitenciária Feminina. A secretaria, responsável pela unidade, não confirma.
Alexandre Nardoni permanece preso na carceragem do 13º DP (Casa Verde, zona norte), onde há celas para homens com curso superior completo. Ele passou a noite sozinho na cela, que tem cerca de dois metros quadrados e um colchão.

08 de Maio – -PAI DE ISABELLA É PRESO

maio 8, 2008

Juiz recebe denúncia contra pai e madrasta de Isabella; casal é preso
O juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Júri do Fórum de Santana, recebeu integralmente denúncia do Ministério Público de São Paulo e decretou a prisão preventiva do casal Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, pai e madrasta da menina Isabella, jogada do 6º andar do prédio em que o casal morava, na zona norte da capital paulista. Agora, eles são réus em processo penal pelo crime.
Após cerca de seis horas de espera em frente ao prédio em que moram os pais de Anna Carolina, em Guarulhos, Alexandre e a mulher saíram algemados às 22h30. Os dois não eram vistos desde o dia 20 de abril, quando concederam entrevista ao programa “Fantástico”, da TV Globo. A madrasta de Isabella apareceu com os cabelos ruivos.
Uma multidão de cerca de 600 curiosos atrapalhou o trabalho da polícia. Após muita confusão, ambos foram colocados em uma viatura e levados ao 9º Distrito Policial por uma escolta de aproximadamente 20 veículos, onde assinaram declaração obrigatória da prisão. À 0h30 desta quinta-feira (8), o casal chegou ao IML (Instituto Médico Legal) para exames de praxe.
Alexandre, formado em direito, permanece no 13º Distrito Policial, na Casa Verde, onde existe cela especial para presos com diploma superior. Anna Carolina fica no 97º DP nesta quinta, até abertura de vaga em um centro de detenção provisória.

22 de Abril – CASO ISABELLA AINDA É MISTÉRIO

abril 22, 2008

Para polícia, gritos de ajuda podem ter sido do irmão de Isabella
Os gritos de uma criança ouvidos na noite em que Isabella Nardoni foi assassinada podem ser, para a polícia de São Paulo, do irmão de três anos da menina. Essa é uma das possibilidades admitidas pela polícia para os gritos de “papai, papai, papai… pára… pára”, relatados por duas testemunhas vizinhas do pai, Alexandre Alves Nardoni, 29, e da madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24, na Vila Isolina Mazzei (zona norte de São Paulo).
A tese de ter sido o menino e não Isabella o responsável pelos gritos ganhou força após os laudos da perícia apontarem para a possibilidade de a menina ter chegado inconsciente ao apartamento do pai.
Como considera a investigação já concluída –com o pai e a madrasta de Isabella sendo apontados como os dois únicos suspeitos do crime–, a polícia descarta a necessidade de ouvir o menino, pelo menos por ora.
Mais à frente, no entanto, a possibilidade pode ser reavaliada. Quando se tornar um processo, a Justiça poderá determinar que o menino seja submetido ao programa “Justiça Sem Dor”.
Por esse método, já utilizado no país, psicólogos são colocados para brincar com o garoto e, em meio às brincadeiras, tentam fazer com que a criança diga tudo o que viu e ouviu em determinada ocasião –nesse caso, na noite de 29 de março, quando a menina foi morta.
Nardoni e Anna negaram domingo a participação do casal na morte de Isabella. Assim como seus advogados de defesa, o casal alega que uma terceira pessoa entrou no apartamento, por motivos desconhecidos, e jogou a menina pela janela do sexto andar.
A defesa já disse que os gritos de “pára…pai” poderiam ser um pedido de socorro para que Nardoni intercedesse contra essa suposta terceira pessoa.

Testemunhas
Uma das testemunhas dos gritos é o professor Antonio Lúcio Teixeira, 61, também morador do edifício London. Teixeira foi uma das primeiras pessoas a ligar para a polícia relatando a queda da menina.
O professor diz que que ouviu os gritos de “papai, papai, papai… pára… pára” cinco minutos antes de escutar o barulho do impacto do corpo da menina no jardim do prédio. “A impressão que teve foi que a criança gritava de um dos apartamentos”, disse ele à polícia.
A advogada Geralda Afonso Fernandes, 64, moradora de uma casa na mesma rua do edifício London, também relata uma versão semelhante. Disse que acordou com os gritos de “papai, papai, papai”, “não sabendo determinar o sexo”, apenas “gritos de criança”.
“Esclarece que o grito era alto e dava a impressão de ser um grito de chamado pelo pai, como se ele não estivesse ao lado dessa criança. Era um grito confiante, no sentido de saber que o pai iria ouvi-la e atendê-la”, afirmou a advogada.
Além de ter firmado, com base em laudos técnicos de peritos e legistas, a convicção de que Nardoni atirou a filha pela janela, após a madrasta ter tentado asfixiá-la, a polícia também se apega em detalhes de tempo para produzir mais provas contra os dois.
Uma das investigações é centrada na permanência do casal no edifício London antes da morte de Isabella. Para os policiais, Nardoni e a família entraram na garagem do prédio às 23h36; às 23h49, a menina foi jogada pela janela.
Hoje, o pai e a irmã de Alexandre –Antonio Nardoni e Cristiane– serão interrogados no 9º DP (Carandiru).

19 de Abril CASO ISABELLA

abril 19, 2008

Indiciados, pai e madrasta de Isabella deixam delegacia após 17 horas
O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deixou às 4h40 deste sábado o 9º DP (Carandiru), na zona norte de São Paulo, após 17 horas de depoimentos. Eles foram indiciados pela morte da menina Isabella, 5, filha de Nardoni e enteada de Jatobá.
Por solicitação dos advogados de defesa, o casal abriu mão de escolta policial para sair da delegacia –a chegada ao DP, na manhã de sexta (18), foi marcada por tumulto e manifestações. As autoridades pediram que assinassem um termo dizendo que abdicavam da proteção por vontade própria e que assumiam responsabilidade pela própria segurança.
Ambos deixaram o DP com os advogados em um carro particular com vidros escuros e foram direto para o apartamento dos pais de Jatobá, em Guarulhos (Grande São Paulo), onde estão os filhos do casal.
Os dois prestavam depoimento desde as 11h30 de sexta-feira (18) –mesmo dia em que Isabella completaria seis anos. O indiciamento oficializa as acusações da Polícia Civil sobre os dois.
A Secretaria de Segurança Pública informou que a demora de quase três horas entre o fim do depoimento de Jatobá e a saída do casal da delegacia ocorreu porque, antes dos acusados assinarem seus depoimentos, foi feita a leitura das declarações– o documento teria cerca de 33 páginas.

Nardoni depôs das 11h30 às 19h, aproximadamente, e Jatobá começou a falar por volta das 19h45. O indiciamento do casal foi confirmado ainda no final da tarde de sexta-feira –mesmo antes de Jatobá ser ouvida– pelo delegado Aldo Galiano Júnior, diretor do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital).
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, indiciados por homicídio nesta sexta-feira (18)
Crime
Isabella, 5, passava o fim de semana com o pai e com a madrasta quando foi jogada do sexto andar do prédio em que o pai mora, no último dia 29 de março. Reportagem de André Caramante, da Folha, publicada na Folha Online na última terça (15) revelou que que, para a Polícia Civil e para o Ministério Público, Nardoni jogou a filha de seu apartamento após Jatobá ter tentado asfixiá-la.
Galiano Júnior não detalhou a participação do casal no crime. “O caso está praticamente solucionado”, afirmou. “Os dois serão indiciados por homicídio, artigo 121, e as qualificadoras serão discutidas com a autoridade policial que preside o inquérito. Peço compreensão quanto ao sigilo.”
Desde o início das investigações, Nardoni e Jatobá negam as acusações e diz que uma terceira pessoa, provavelmente um criminoso, foi o autor do assassinato.
“Crueldade”
O casal foi levado ao 9º DP para prestar depoimento na manhã desta sexta, sob forte esquema de segurança e sob a presença maciça da imprensa e de curiosos que chamavam os dois de “assassinos”.

Reprodução
Ana Carolina Cunha de Oliveira e a filha, Isabella, 5, que foi jogada do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo
Eles tiveram dificuldade para deixar a casa dos pais de Nardoni, também na zona norte. O casal tentou deixar o imóvel por volta das 10h25. No entanto, devido à confusão, eles recuaram e aguardaram a chegada de policiais civis do GOE (Grupo de Operações Especiais). Policiais militares foram obrigados a montar um cordão de isolamento em frente ao imóvel.
Nardoni e Jatobá, que sairiam em carro particular, deixaram a casa protegidos por escudos da polícia e seguiram em direção à delegacia em um veículo do GOE, sob gritos de “assassinos”. Em frente à delegacia, apesar do forte esquema de segurança montado, um grupo de manifestantes aguardava a chegada do casal, também recebido com gritos de “assassinos”.
Pela manhã, um dos advogados da família disse que a família “está sendo julgada com crueldade”. “Não julguem para não serem julgados”, afirmou Ricardo Martins.
Ele considerou “humilhante” e “desesperador” o fato de a família Nardoni ter sido obrigada a contratar três seguranças para poder “dormir em paz”

11 de Abril – CASO ISABELLA

abril 11, 2008

Polícia investiga as roupas da madrasta da menina Isabella
Os policiais civis do 9º DP (Carandiru) responsáveis pela investigação do assassinato de Isabella Nardoni, 5, ocorrido na noite de 29 de março, demoraram dez dias para encontrar a camiseta que a madrasta da menina, Anna Carolina Trotta Jatobá, 24, utilizava no momento em que Isabella foi socorrida após ser arremessada pela janela do apartamento do pai, Alexandre Nardoni, 29.

Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24, madrasta de Isabella
Segundo investigadores que pediram anonimato, a demora para achar a camiseta ocorreu porque tanto Anna quanto Nardoni estariam dificultando o encontro das roupas.
Essa camiseta de Anna, além da bermuda, da camiseta cinza e dos chinelos usados por Nardoni ao socorrer a menina, segundo os policiais, só foram entregues terça-feira à Polícia Civil pelo advogado Antonio Nardoni, avô de Isabella. Ele não foi localizado ontem.
Uma equipe do IC (Instituto de Criminalística) trabalha para confirmar a presença de sangue nessa camiseta de Anna.
Mas a presença de sangue ou não na peça não pode ser considerada uma prova contundente contra ela, já que Anna confirmou à polícia que esteve perto de Isabella quando ela foi encontrada caída no jardim do edifício London, na Vila Isolina Mazzei (zona norte de SP), onde ocorreu o crime. A menina foi jogada do sexto andar.
Somente ontem, 12 dias após o crime, a delegada-assistente do 9º DP (Carandiru), Renata Helena Pontes, conseguiu localizar outras roupas de Anna. As peças apreendidas ontem, uma camiseta preta e um par de tênis (tipo sapatilha), estavam com Anna na carceragem do 89º DP (Portal do Morumbi), para onde ela foi levada depois de se entregar, no dia 3.
A polícia só passou a procurar por essas duas últimas peças depois de assistir ao vídeo do circuito de segurança do supermercado Sam’s Club, em Guarulhos (Grande São Paulo), onde Isabella, a madrasta e os dois irmãos mais novos estiveram horas antes do crime. Nas imagens, Anna usa uma camiseta preta, mas o calçado que aparece é uma sandália.
Assim como as peças de roupas entregues à polícia por Antonio Nardoni na terça, a camiseta preta e o par de tênis de Anna achados ontem serão submetidos a exames para saber se contêm ou não sangue. A polícia diz acreditar que todas as peças foram lavadas, mas isso, segundo investigadores e peritos do IC (Instituto de Criminalística) que atuam no caso, não impede que manchas de sangue sejam detectadas.
Além da apreensão das peças de roupas, a delegada Renata Helena Pontes voltou a interrogar Anna por volta das 12h30 de ontem. O depoimento, de 15 minutos e cujo conteúdo não foi divulgado pela polícia, foi acompanhado por dois dos advogados do casal. Sem prestar informações precisas sobre o andamento da investigação sobre a morte de Isabella, policiais do 9º DP afirmam que cerca de 40 pessoas já foram ouvidas pela polícia.
Para o advogado Marco Polo Levorin –um dos defensores do casal preso–, porém, depoimentos importantes como o da irmã de Nardoni, Cristiane, 20, e do avô paterno de Isabella, Antonio, já deveriam ter sido tomados, mas isso não ocorreu. Na noite de ontem, questionada sobre a apreensão das roupas no 89º DP, a Secretaria da Segurança Pública negou o fato. Instantes depois, admitiu a apreensão.
Bolo na carceragem
Ontem à tarde, a mãe de uma das presas do 89º DP contou ter visto Anna deitada em um colchão, chorando muito. “Teve até um aniversário [de uma presa]. Levaram bolo e refrigerante para ela, mas ela não quis”, disse a aposentada Ana Teixeira, 71, na saída da visita. “É só alguém [visita] chegar perto [de Anna] que ela começa a chorar.” Anna não pôde receber visitas ontem –presas em caráter temporário, como ela, recebem visita hoje.
Ontem, o porteiro do prédio de Nardoni, Valdomiro Veloso, afirmou ao “Jornal da Globo” que foi o primeiro a pedir para um morador avisar a polícia após Isabella cair –e não o pai da menina.